¿Poema repugnante?
Canto para o sol
A doce vontade de ferver
A bela imagem que é te ver.
Ou canto para a lua
E só me encanto
E (danço) na luz
E perco meu jus e
Quase castrei
O gato de rua
Quando passei
E vi carne e sangue
E um tanque com línguas.
Embasbaquei.
Gritei ao sol,
Sol não me acode
Clamei à lua,
Lua sem sorte.
Meus dedos gelei
Minha garganta sequei
Chamei a você
Que também perdi.
E fui impostando minha voz
Primeiro alta,
depois invoz.
Estava só
Com os gatos castrados
E as línguas entupindo
Os ralos dos esgotos.
Quê mais?
Fuga,
Morte
Paz (?)
(Patrícia Borde)



1 Comments:
What the Hell...?
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