sábado, novembro 04, 2006

O vaso caiu, quebrou, se espatifou
Em mil pedacinhos
A água derramada foi se alastrando
Cristalina, sobre o piso de porcelana.
E para mim, a banalidade desse movimento
Fez-se sublime e eloqüente:

Neste momento, uma rosa murchava lentamente
E seus espinhos inertes perfuravam minh’alma
E me levavam cada vez mais próximo da minha irrelevância.

Enganou-se quem disse que as rosas não machucam.
(Patrícia Borde)

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

As maravilhas podem ser tanto boas quanto ruins. Nada mais maravilhoso quanto uma catástrofe ou mais bonito que uma explosão atômica hehehe.
Sempre assim, cuidado com o futuro e olhe para o leste! ahhaah ^^

10:30 PM  
Anonymous Anônimo said...

até mesmo a mais bela das felicidades pode machucar...principalmente depois de quebrada...
;P

11:20 PM  

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