O vaso caiu, quebrou, se espatifouEm mil pedacinhos
A água derramada foi se alastrando
Cristalina, sobre o piso de porcelana.
E para mim, a banalidade desse movimento
Fez-se sublime e eloqüente:
Neste momento, uma rosa murchava lentamente
E seus espinhos inertes perfuravam minh’alma
E me levavam cada vez mais próximo da minha irrelevância.
Enganou-se quem disse que as rosas não machucam.
(Patrícia Borde)


2 Comments:
As maravilhas podem ser tanto boas quanto ruins. Nada mais maravilhoso quanto uma catástrofe ou mais bonito que uma explosão atômica hehehe.
Sempre assim, cuidado com o futuro e olhe para o leste! ahhaah ^^
até mesmo a mais bela das felicidades pode machucar...principalmente depois de quebrada...
;P
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